Pré-tratamento
Filtros em PRFV com zeólita, carvão ou resina retiram turbidez, ferro, cloro e dureza antes da membrana. Sem esta etapa a membrana incrusta ou oxida em semanas.
Osmose reversa com pré-tratamento
Água salobra de poço ou água do mar dentro da especificação. Cada dessalinizador é dimensionado pela análise da água, pela vazão disponível, pelo volume de produção e pela qualidade que o uso exige.
Equipamentos de osmose reversa fabricados pela Rota Ambiental, de unidades compactas a skids industriais em aço inox.
Três etapas em linha. A membrana só dura se as duas primeiras forem bem feitas.
Filtros em PRFV com zeólita, carvão ou resina retiram turbidez, ferro, cloro e dureza antes da membrana. Sem esta etapa a membrana incrusta ou oxida em semanas.
A bomba de alta pressão empurra a água contra a membrana semipermeável, vencendo a pressão osmótica. A água atravessa; sais, metais e sólidos dissolvidos ficam retidos.
O permeado segue para o reservatório, com condutividade monitorada. O concentrado, onde os sais se acumulam, vai para descarte ou reúso definido no projeto.
Quatro dados definem membrana, bomba, pré-tratamento e taxa de recuperação. Os quatro vêm do cliente, não de tabela.
Para consumo humano, o padrão de potabilidade brasileiro (Portaria GM/MS nº 888/2021) limita sólidos dissolvidos totais a 500 mg/L e cloreto a 250 mg/L. Água salobra parte de 1.000 mg/L; água do mar, de 35.000 mg/L. Para referência internacional, as diretrizes da OMS para qualidade da água de consumo humano reúnem os valores adotados na maior parte dos países.
Litoral, aquífero salobro e processo que exige água de baixa condutividade. O projeto muda conforme a origem da água e o uso.
Dessalinização é a remoção de sais dissolvidos da água até um nível compatível com o uso. Existem duas rotas: a térmica, que evapora e condensa a água, e a por membrana, que separa os sais por osmose reversa. Em escala predial e industrial a osmose reversa venceu pelo custo de energia: onde a destilação gasta calor para mudar a água de fase, a membrana gasta só a pressão necessária para vencer a pressão osmótica.
O princípio é simples. Se duas soluções de salinidade diferente ficam separadas por uma membrana semipermeável, a água migra naturalmente para o lado mais salgado. Aplicando pressão maior que a osmótica no lado salgado, o fluxo inverte: a água atravessa a membrana e deixa os sais para trás. Uma membrana de osmose reversa retém em torno de 95% a 99% dos sais dissolvidos, além de metais, nitrato, sílica e boa parte dos microrganismos.
O mesmo princípio, com equipamentos bem diferentes. A salinidade da entrada define a pressão de trabalho, o tipo de membrana, a taxa de recuperação e o consumo de energia:
Um sistema de dessalinização da água do mar não é um dessalinizador de água salobra com a bomba maior: as membranas, os materiais e a gestão do concentrado são outros. Por isso o projeto começa pela análise, e a análise começa pela condutividade.
Poço salobro raramente tem só sal. Ferro, manganês, dureza e turbidez vêm junto e, sem remoção prévia, incrustam ou entopem a membrana. Nesses casos o dessalinizador é um conjunto: filtração em etapas antes, osmose reversa depois, e o concentrado com destino definido, seja dreno, seja reúso em irrigação ou lavagem onde a salinidade permitir.
A água salobra sozinha não faz mal ao equipamento hidráulico; o que corrói e incrusta é o cloreto em concentração alta e a dureza. O dessalinizador resolve os dois, e a taxa de recuperação é escolhida para não desperdiçar água de um poço que já produz pouco.
O equipamento pode ser composto por etapas e componentes diferentes, definidos conforme a análise da água:
Melhor qualidade da água. A osmose reversa reduz a maior parte dos sais e sólidos dissolvidos e entrega água de acordo com a finalidade definida no projeto.
Proteção dos equipamentos. Água com menos sal e menos dureza incrusta menos tubulação, caldeira, trocador e máquina de processo.
Controle operacional. Com automação e instrumentos, o operador acompanha pressão, vazão e condutividade e sabe quando a membrana pede limpeza.
Tratamento completo e produção conforme a demanda. O pré-tratamento faz parte do conjunto, e a capacidade é definida pelo volume de produção que a operação precisa.
As dúvidas que mais aparecem antes de fechar o dimensionamento.
É o equipamento que remove sais dissolvidos da água por osmose reversa. Uma bomba pressiona a água contra uma membrana semipermeável; a água atravessa e sai como permeado, e os sais ficam retidos no concentrado. Com pré-tratamento e automação, ele trata água salobra de poço ou água do mar até o padrão que o uso exige.
Sim, mas são projetos diferentes. Água salobra de poço, entre 1.000 e 10.000 mg/L de sais, usa membranas de baixa pressão e recupera de 60% a 75% da água. Água do mar, com 35.000 mg/L, exige membranas específicas, 55 a 70 bar e materiais resistentes a cloreto. A análise define qual é o seu caso.
Depende da salinidade da entrada, do volume de produção por dia e da qualidade de saída. Esses três definem membrana, bomba e pré-tratamento, e o pré-tratamento costuma ser metade do equipamento. O orçamento sai depois da análise da água e da vazão, por isso não há preço de tabela.
A taxa de recuperação vai de 60% a 75% em água salobra e de 35% a 45% em água do mar. O restante é o concentrado, que carrega os sais. O projeto define o destino do concentrado: dreno, reúso em irrigação tolerante a sal, lavagem de piso ou diluição, conforme a licença ambiental.
Pode, desde que o sistema tenha sido projetado para potabilidade e inclua desinfecção final. A osmose reversa retira a maior parte dos sais e dos microrganismos, mas o padrão de potabilidade exige cloro residual na distribuição. Em alguns projetos a água passa por remineralização para ajustar sabor e pH.
Troca dos elementos de pré-filtração, reposição de produto de dosagem quando há antiincrustante, limpeza química da membrana quando a pressão sobe ou a vazão cai, e conferência diária de condutividade. Com pré-tratamento correto a membrana dura anos; sem ele, meses.
Não. Fabricamos dessalinizadores para indústria, hotelaria, condomínios, hospitais, órgãos públicos e propriedades rurais produtivas. O porte dos equipamentos e a assistência técnica não se justificam para uma residência isolada.
Com os parâmetros medidos, o consumo diário e a vazão de pico, devolvemos o dimensionamento e a proposta. Se ainda não tem análise, orientamos a coleta.
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